Educação


2016...




Tomando como referência D. Dinorah para representar a ESPERANÇA, gostaria de convocá-los(as) a pensar no contrário, a desesperança.

E meu sentimento é de temor...num cenário de descrenças econômicas, políticas, sociais, familiares...

Quem educa não pode permitir que esse ambiente de caos mundial contamine nossas gerações futuras. Nesse momento, somos os exemplos. 

O que será que o universo infanto-juvenil está introjetando em relação ao que anda ouvindo, vendo, vivenciando?...

D. Dinorah ensina, com seu exemplo, que nunca podemos desanimar, desistir, desacreditar...Exemplo vivo...

Pensem nisso e fiquem atentos ao que dizem...tem gente por perto crescendo e ouvindo...




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Em 16/08/2015


"O ser humano a quem a dor não educa, será sempre uma criança"
                                                        ( Niccolò Tommasco)



As crianças e jovens de hoje não sabem como lidar com a frustração. Os adultos não suportam vê-los frustrados e tratam, logo-logo, de atendê-los para não se aborrecerem.
Estamos educando uma geração frágil e imatura para viver os desafios dos dias de hoje.
Quem não aprende o NÃO pelo amor, inevitavelmente, vai aprender com a DOR.
"O mundo não é um berço" ( Simone Sabino)






É isso aí...
                          
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EDUCAR as gerações é ...                                                                                         (02/05/2015)

TER O REAL INTERESSE....

em PARTICIPAR DA FORMAÇÃO  dos seres humanos que estão por vir,



como o MAIOR COMPROMISSO para o desenrolar da HUMANIDADE.


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Já que o tema é  ESPERANÇA, ALEGRIA, VIDA...de novo, vamos ao meu mais fofo mestre em Educação:
                                                   
                                                            PAULO FREIRE




"Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança de que professor e alunos juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos a nossa alegria. Na verdade, do ponto de vista da natureza humana, a esperança não é algo que a ela se justaponha. A esperança faz parte  da natureza humana. [...] Sem ela, não haveria História [...]."  (em Pedagogia da Autonomia, pag. 72, 2004)



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No meu entendimento, após muitos anos de prática clínica, a EDUCAÇÃO é o caminho profilático do adoecimento psicológico. Temos nos equivocado na forma de educar e nossos equívocos resultam no adoecimento das gerações que nos seguem.

Saímos de uma `metodologia` de educar autoritária, que vigorou por séculos, para uma forma de educar liberalista, ou seja, do `nada pode` para o `tudo pode`. Essa mudança se reflete nas cenas  que assistimos hoje: crianças com poder de decidir ou não se tomam remédio para garganta inflamada,  se usam ou não agasalho num dia de frio, se vão a escola...
As crianças não querem isso...elas estão se conduzindo assim em razão do poder equivocado dado por nós, adultos, a elas.
Quem decide sobre saúde e educação são os adultos educadores. Não podemos nos enganar, crianças se afligem quando não tem limites.

E o mesmo se dá com os adolescentes/jovens! Quando era estudante de psicologia ouvi, para nunca mais esquecer, da minha professora de Psicologia da Adolescência que " o adolescente vai pedir a chave da casa na certeza de que os pais vão negá-la, já que, ainda que demonstrem o contrário, querem se sentir protegidos por seus pais ao voltar de suas primeiras  voltas ao mundo". ( Marilene de Carvalho)


Portanto, precisamos rever nossa forma de educar, vamos reduzir muitos diagnósticos!




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Há mais de 15 anos trabalho com capacitação de professores e acompanho os dilemas que esses profissionais vivem na prática de sua docência. Mas tivemos um conterrâneo, brasileiríssimo, que é esse "fofo intelectual" chamado Paulo Freire. A sua obra contém todos os recursos necessários para a prática docente atual, complexa e desafiante.

Segue um trechinho que traduz uma das necessidades urgentes para a prática professoral: SER EXEMPLO de ser humano para as gerações.


"Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo:


O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos 
no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula
farisaica do `faça o que mando e não faça o que eu faço`.  Quem pensa 
certo está cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade
do exemplo pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo." 

Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, pag. 34, 2004, Ed Paz e Terra.

                                                                       

Um comentário:

Juliana Damasceno disse...

Excelente texto!
Como diz Mário Sérgio Cortella, "gente não nasce pronta e vai se gastando. Gente nasce não-pronta e vai se fazendo."
Portanto, cabe a nós mostrar o melhor caminho.